Carta 06/2022


LAPLACE’S RULE OF SUCESSION


Aqueles que já realizaram compras na internet devem ter se deparado com a seguinte situação: um determinado produto está sendo anunciado pelo mesmo preço por dois vendedores distintos. Um deles tem 90% de aprovação, mas apenas 10 usuários avaliaram seus serviços. O segundo tem 85% de aprovação, com 500 avaliações. Como saber em qual das opções se tem uma maior chance de ter uma boa experiência de compra?

A intuição nos diz que, de alguma forma, a segunda opção tem uma estimativa de aprovação mais confiável que a primeira, já que possui um número muito maior de avaliações. Entretanto, será esta maior quantidade de avaliações suficiente para compensar a diferença entre 85% e 90% de aprovação? O que se busca, portanto, é uma maneira de considerar o tamanho da amostra na conta da taxa.

Para responder esta pergunta, vamos voltar um pouco no tempo, para o século XVIII. Naquela época o matemático Laplace deparou-se com o seguinte problema: “qual a probabilidade de o sol nascer novamente amanhã?”. Apesar deste problema pouco ter em comum com a questão da aprovação dos vendedores (e menos ainda com investimentos), o ferramental que Laplace desenvolveu para responder esta pergunta é o mesmo que usaremos nas demais questões.

Laplace demonstrou (considerando uma distribuição a priori uniforme) que, dado que o Sol havia nascido N dias anteriormente, a probabilidade de ele nascer amanhã novamente é:

Esta fórmula, que ficou conhecida como rule of sucession, pode ser generalizada considerando que se observaram N eventos anteriores, dos quais S tiveram sucesso. Se a probabilidade de sucesso em cada um dos eventos é a mesma e os eventos são independentes entre si, diz-se que cada um destes eventos segue uma distribuição de Bernoulli. Tem-se, portanto:

A fórmula pode ser pensada como se adicionássemos 2 novos experimentos de Bernoulli à série de observações, sendo uma com sucesso e uma falha. Estimando-se a probabilidade desta forma, chega-se à fórmula generalizada da rule of sucession.

De posse desta fórmula, retornamos ao problema das avaliações dos vendedores. Temos, portanto, para o primeiro vendedor que a probabilidade de ficarmos satisfeitos com a compra é de:

Já para o segundo vendedor temos:

Com esta análise, observamos que mesmo que o segundo vendedor tenha uma avaliação média menor (85% contra os 90% do primeiro), a maior quantidade de avaliações predomina para que possamos atribuir uma maior chance de termos uma experiência favorável ao comprar com ele (84,86% contra 83,33%).

Trazendo para o contexto dos investimentos, um investidor pode ter que se decidir entre o investimento em dois fundos distintos. Um deles, mais recente, superou seu benchmark nos seus 2 anos de existência. Já o segundo, possui 15 anos de histórico, tendo superado seu benchmark em 12 dos 15. Considere que eles usaram o mesmo processo de investimento ao longo do tempo. Em qual deles o investidor teria maior chance de superar o benchmark no próximo ano?

Aplicando a rule of sucession, percebe-se que no fundo com 2 anos, a probabilidade de superar o benchmark no próximo ano é de apenas 75%. Já no caso do fundo que superou em 12 dos 15 anos, a probabilidade é de aproximadamente 76,5%.A Tabela 1, abaixo resume a probabilidade de sucesso, dado o tamanho do histórico e o número de sucessos. 

Tabela 1 – Probabilidade de superar o benchmark

Um alerta importante a ser feito sobre esta análise é que, no contexto de investimentos, nem sempre os melhores são aqueles que acertam mais vezes. A métrica contemplada por este cálculo de probabilidade não leva em conta as magnitudes dos ganhos ou perdas. Diversos investimentos, apesar de acertarem muitas vezes, possuem perdas tão altas que, em média são perdedores de dinheiro. Já outros, com índices de acerto inferiores a 50%, por exemplo, conseguem em situações pontuais ganhar tanto que em média tornam-se vencedores. Na próxima seção, evoluímos esta análise para considerar também a magnitude dos ganhos ou perdas em relação ao benchmark.

A despeito desta crítica, achamos que esta fórmula tem seu valor na hora de analisar um investimento, principalmente considerando a simplicidade do cálculo. 


ESTIMANDO O ALFA ESPERADO


Na seção anterior, mostramos como estimar a probabilidade de um fundo superar o seu benchmark no próximo ano, dado seu histórico e considerando algumas premissas. No entanto, como mencionado, aquela estatística não é suficiente para avaliar o investimento. Eventualmente pode acontecer de as magnitudes dos ganhos ou perdas serem muito diferentes entre si, afetando o alfa1 esperado.

Considerando que os log-retornos de cada período são independentes entre si, mas que sempre seguem uma mesma distribuição normal, a estatística bayesiana nos fornece fórmulas para estimar a média2 do alfa

De fato, temos duas possibilidades: 

  1. Considerarmos que não conhecemos a média μ, mas conhecemos a variância σ2   
  2. Considerarmos que não conhecemos nem a média  μ nem a variância σ2

Uma vez que normalmente os gestores declaram um nível de volatilidade (ou tracking error) que perseguem para o fundo, consideraremos a primeira hipótese em nossos estudos a seguir. Nesta opção, consideramos então a priori que a média do alfa segue uma normal com média μ0 = 0 e variância τ02 . Esta distribuição a priori expressa uma crença conservadora de que o mais provável é que o fundo não gere alfa algum (no limite poderíamos usar um μ0  negativo e igual em módulo à taxa de administração do fundo). 

O parâmetro τ0 pode ser interpretado como uma medida da amplitude que o μ possivelmente alcançaria. Este parâmetro τ0 poderia ser estimado a partir de uma análise cross-sectional da indústria de fundos. Contudo, usando um pouco de bom-senso, é possível imaginar um valor razoável para este parâmetro. Por exemplo, nos parece razoável supor que 95% dos fundos têm information ratio entre -1 e +1, calculado em bases anualizadas. Para que isto ocorra, temos que 2τ0 = σ ou τ0 = σ/2.

O nosso estimador bayesiano para o alfa do fundo é dado pela expressão abaixo, onde 𝑥̅ é a média amostral do alfa anual que o fundo gerou:

Fazendo as substituições das nossas crenças a priori, temos:

Mantendo-se a premissa sobre o information ratio dos fundos, percebemos que é trivial mudar a premissa do μ0, caso desejemos por exemplo considerar que os fundos em média perdem a taxa de administração.

Voltando a premissa do μ0 = 0 e usando essa expressão acima, considere dois fundos com mesmo mandato de volatilidade. Um deles gerou 4% de alfa médio nos seus 2 anos de existência, já o segundo gerou em média “apenas” 2,0% ao ano de alfa médio, mas possui 15 anos de histórico. 

Aplicando o estimador que mostramos anteriormente, para o primeiro fundo podemos estimar um alfa esperado de aproximadamente 1,33% ao ano. Já para o segundo fundo podemos estimar um alfa esperado de aproximadamente 1,58% ao ano. Ou seja, neste caso o longo histórico do segundo fundo seria mais que suficiente para compensar a diferença entre o alfa médio amostral.

Sumarizamos os resultados deste estimador na Tabela 2. Entendemos que esta é uma ferramenta poderosa para analisarmos investimentos e que evidencia a importância de um longo histórico na comparação de diferentes opções de investimentos.

Tabela 2 – Valor esperado do alfa

Outros estimadores podem ser utilizados, conforme a visão do investidor. No entanto, a principal mensagem que gostaríamos mais uma vez de deixar aos investidores é sobre a importância de analisarem seus investimentos com o horizonte de tempo relevante.


FUNDOS


MULTIMERCADO

Kadima FIC FIM é um fundo multimercado multiestratégia, sendo o mais antigo gerido pela Kadima. Seu fundo Master tem como característica predominante possuir um portfólio diversificado de modelos matemáticos operando em um variado universo de ativos financeiros. No ano o fundo apresentou retorno acumulado de +3,37%, contra retorno do CDI de +5,40%. Em 12 meses o fundo apresentou retorno acumulado de +7,14%, contra retorno do CDI de +8,66%. Desde o início (11/05/2007), o Kadima FIC FIM acumula resultado de +378,58%, contra retorno do CDI de +280,63% neste período.

Detalhando os resultados, primeiramente pelos modelos de trend following de curto prazo. Os maiores destaques positivos foram nos DIs e no futuro de palladium. Do lado negativo, o dólar foi o maior detrator, seguido do ouro e da prata. No agregado, os modelos de trend following de curto prazo acumulam no ano resultados ligeiramente positivos.

Já nos modelos de trend following de longo prazo, tivemos resultados positivos no dólar, os quais foram anulados pelos resultados negativos nos DIs. Os demais ativos apresentaram resultados levemente negativos, o que levou esta família de modelos a ficar levemente negativa no ano.

Os modelos de fatores na sua versão long short são os modelos que acumulam as maiores perdas no fundo no ano, mas ainda dentro de métricas de alocação de risco estipuladas para ele. Lembramos que estes modelos no ano passado foram um dos que mais contribuíram positivamente para o fundo.

A família de modelos de eventos corporativos no ano apresenta resultados próximos de zero. Durante este primeiro semestre poucos eventos se enquadraram nos critérios destes modelos e, por este motivo, eles permaneceram praticamente zerados durante boa parte do semestre.

Finalmente, os modelos de alocações sistemáticas apresentaram perdas no primeiro semestre, principalmente por conta de alocações no S&P500. Estas perdas foram parcialmente compensadas por ganhos nos DIs, mas ainda assim esta família de modelos apresenta resultado acumulado negativo no ano.

O fundo teve um primeiro semestre desafiador e, infelizmente, apresentou resultados aquém do seu benchmark. Apesar de ficarmos incomodados com este resultado, entendemos que foi dentro dos limites de risco do fundo e eventualmente acontecem. Isto de maneira alguma muda a convicção que temos nos resultados esperados para o portfólio de modelos.

Em relação a alocações de risco, a maior quantidade de modelos e mercados descorrelacionados presentes no portfólio do fundo gerou necessidade de ligeiro aumento das alocações de risco do fundo, em especial nos modelos de trend following de longo prazo, fatores e de alocações sistemáticas. Estes aumentos estão sendo implementados de forma gradual, sendo parte já feita no fim do primeiro semestre e outra parte sendo feita nas próximas semanas. Desta forma, acreditamos que com eles o fundo terá seu nível de volatilidade realizada possivelmente para níveis mais próximos de sua vol target (5% a.a. antes de taxas).

Seguimos confiantes na nossa capacidade de entregar bons retornos no longo prazo.


O Kadima High Vol FIC FIM é um fundo de gestão predominantemente sistemática. Seu portfólio é composto majoritariamente por parte dos modelos presentes no fundo Kadima II FIC FIM, porém com uma maior alavancagem. No ano o fundo apresentou retorno acumulado de +2,47%, contra retorno do CDI de +5,40%. Em 12 meses o fundo apresentou retorno acumulado de +6,15%, contra retorno do CDI de +8,66%. Desde o início (23/03/2012), o Kadima High Vol FIM acumula resultado de +271,91%, contra retorno do CDI de +129,71% neste período.

Os comentários referentes a este fundo são análogos (na proporção de sua alocação de risco) aos do Kadima FIC FIM, descritos acima. Inclusive, o aumento de alocação de risco em alguns modelos feito no Kadima FIC FIM também foi realizado no High Vol de forma proporcional.

Após sua masterização, o Kadima High Vol FIC FIM foi reaberto para captações, sem previsão de novo fechamento.


O Kadima LT FIM é um fundo de gestão predominantemente sistemática. Seu portfólio é composto por um subconjunto dos modelos também presentes no fundo Kadima II FIC FIM, porém com um maior foco em estratégias que buscam movimentos de longo prazo. No ano o fundo apresentou retorno acumulado de +3,77%, contra retorno do CDI de +5,40%. Em 12 meses o fundo apresentou retorno acumulado de +15,49%, contra retorno do CDI de +8,66%. Desde o início (02/01/2019), o Kadima LT FIM acumula resultado de +29,86%, contra retorno do CDI de +19,80%.

Durante o primeiro semestre o fundo teve resultado positivo no Trend Following de longo prazo. Detalhando melhor, o dólar teve a maior contribuição positiva, enquanto os DIs contribuíram de forma mais negativa para o fundo.

O modelo de alocação sistemática apresentou perdas durante o semestre, principalmente em posições no S&P 500. Estas perdas foram parcialmente compensadas pelos resultados no mercado de juros brasileiro mas, ainda assim, o modelo ficou no território ligeiramente negativo.

Apesar do fundo estar abaixo do benchmark no ano, em janelas de 12, 24 e 36 meses ele apresenta resultados interessantes. Nossa visão é de que são necessárias janelas longas para de fato avaliar os resultados. Em cartas passadas, inclusive, apresentamos uma tabela que definia qual o horizonte recomendado para avaliar um fundo (vide carta de dezembro/2018). Para um fundo como o Kadima LT, o ideal é um prazo de pelo menos 3 anos para avaliar seus resultados.

Com pouco mais de 3 anos de histórico este fundo vem entregando um dos melhores resultados no universo de fundos multimercados neste período. Recentemente fizemos um exercício para calcular a correlação dele com todos os componentes do IHFA. A grande maioria encontra-se com correlação com este fundo entre -25% e +25%, ressaltando que pode ser um produto complementar ao portfólio de multimercados dos investidores.

Seguimos acreditando no potencial da estratégia em obter retornos interessantes no longo prazo.


PREVIDÊNCIA

O Kadima FIFE Previdência FIM é um fundo de previdência multimercado FIFE que se destina a acolher indiretamente recursos de planos PGBL e VGBL, tendo como cotistas fundos FIE tipo 1 e tipo 2 de quaisquer seguradoras. O fundo tem como objetivo superar o CDI no longo prazo e vale-se para tal de uma gestão ativa quantitativa, com um portfólio diversificado de modelos matemático-estatísticos semelhante ao do Kadima Master FIM, porém, com algumas restrições e adaptações a fim de se respeitar o enquadramento exigido pela legislação vigente.

No ano o fundo apresentou retorno acumulado de +3,09%, contra retorno do CDI de +5,40%. Em 12 meses o fundo apresentou retorno acumulado de +7,86%, contra retorno do CDI de +8,66%. Desde o início (28/09/2018), acumula resultado de +46,05%, contra retorno do CDI de +21,67%. O fundo apresentou resultados compatíveis ao do Kadima FIC FIM, observadas as diferenças na alocação de risco.

O cliente que desejar acessar planos VGBL ou PGBL desta estratégia pode fazê-lo através da Icatu Seguros3 ou da Zurich Seguros4. Há também um espelho deste fundo em parceria com a XP Seguros5, sendo possível ao cliente realizar aportes em planos VGBL ou PGBL6 da estratégia por lá. Além destes, há outro fundo com estratégia parecida, mas com diferente alocação de riscos, cujos planos PGBL e VGBL estão disponíveis no Itaú7.


O Kadima Long Short Previdência FIM é um fundo de previdência multimercado FIFE que se destina a acolher indiretamente recursos de planos PGBL e VGBL, tendo como cotistas fundos FIE tipo 1 e tipo 2 de quaisquer seguradoras. O fundo tem como objetivo superar o CDI+0,9% a.a. no longo prazo e vale-se para tal de uma gestão ativa quantitativa, com um portfólio diversificado de modelos matemático- estatísticos semelhante ao do Kadima Long Short Plus FIA, porém, com algumas restrições e adaptações a fim de se respeitar o enquadramento exigido pela legislação vigente. Como o nome sugere, o fundo tem como risco predominante modelos long-short no mercado de ações.

No ano o fundo apresentou retorno acumulado de +4,79%, contra retorno do CDI+0,9%aa de +5,87%. Em 12 meses o fundo apresentou retorno acumulado de +10,02%, contra retorno do CDI+0,9%aa de +9,63%. Desde o início (15/05/2020), acumula resultado de +24,31%, contra retorno do CDI+0,9%aa de +13,62%.

O fundo apresentou resultados compatíveis ao do Kadima Long Short Plus FIA, observadas as diferenças na alocação de risco.

O cliente que desejar acessar planos VGBL ou PGBL desta estratégia pode fazê-lo através do BTG Pactual8 ou da XP9.


O Kadima Long Bias FIFE Previdência FIM é um fundo de previdência multimercado FIFE que se destina a acolher indiretamente recursos de planos PGBL e VGBL, tendo como cotistas fundos FIE tipo 1 e tipo 2 de quaisquer seguradoras. O fundo tem como objetivo superar o IPCA+X+0,7% a.a. (onde X é o yield do IMA-B calculado diariamente) no longo prazo e vale-se para tal de uma gestão ativa quantitativa, com um portfólio diversificado de modelos matemático-estatísticos semelhante ao do Kadima Long Bias FIM, porém, com algumas restrições e adaptações a fim de se respeitar o enquadramento exigido pela legislação vigente. Como o nome sugere, o fundo tem como risco predominante do mercado de ações.

No ano o fundo apresentou retorno acumulado de -1,61%, contra retorno do benchmark (IPCA+yield do IMAB+0,70%) de +8,92%. Desde o início (20/07/2021), acumula resultado de -5,20%, contra retorno do benchmark de +17,70%. O fundo apresenta menos de 12 meses.

O cliente que desejar acessar planos VGBL ou PGBL desta estratégia pode fazê-lo através da XP10 ou da Brasilprev11.


O Kad IMAB FIFE FIM é um fundo de previdência multimercado FIFE que se destina a acolher indiretamente recursos de planos PGBL e VGBL, tendo como cotistas fundos FIE tipo 1 e tipo 2 de quaisquer seguradoras. O fundo tem como objetivo superar o IMA-B+0,32% a.a. no longo prazo e vale-se para tal de uma gestão ativa quantitativa, com modelos matemático-estatísticos semelhantes ao do Kad IMAB FIC FIRF LP.

No ano o fundo apresenta retorno de +2,70%, enquanto o benchmark (IMAB+0.32%) apresenta +4,50%. Desde o início o fundo apresenta retorno de +0,67% enquanto o benchmark (IMAB+0.32%) apresenta retorno de +3,56%. O fundo apresenta menos de 12 meses.

O cliente que desejar acessar planos VGBL ou PGBL desta estratégia pode fazê-lo exclusivamente através da XP12.


AÇÕES

O Kadima Equities FIC FIA é um fundo de ações cujo fundo Master tem como característica principal ser um conjunto de estratégias quantitativas que atuam precipuamente no mercado de ações, levando-se em consideração o objetivo de gerar uma exposição comprada. No ano o fundo apresentou retorno acumulado de -6,60%, contra retorno do Ibovespa de -5,99%. Em 12 meses o fundo apresentou retorno acumulado de -18,05%, contra retorno do Ibovespa de -22,29%. Desde o início (17/12/2010), acumula resultado de +108,21%, contra retorno do Ibovespa de +44,95%.

O stock-picking dentro do Kadima Equities é realizado através do chamado modelo de fatores, que busca uma exposição sistemática ao mercado acionário brasileiro.

Acreditamos que este fundo pode ser um dos vetores de crescimento da Kadima nos próximos anos. O fundo é enquadrado na Resolução CMN 4994, o que permite o acesso de EFPCs ao mesmo. Também é enquadrado na Resolução CMN 4963, permitindo o acesso de RPPS. Adicionalmente, vale mencionar que este fundo cobra uma taxa de administração de 1,35% e possui resgate cotizando em D+5, o que proporciona uma boa liquidez aos seus cotistas.

Seguimos confiantes na capacidade do fundo gerar bons resultados, com exposição a fatores de risco que beneficiem o investidor no longo prazo.


LONG SHORT

O Kadima Long Short Plus FIA é um fundo de ações com benchmark CDI, que tem como característica principal ser um conjunto de estratégias quantitativas. Adicionalmente ao modelo long-short predominante nesse fundo, ele também possui outros modelos aplicados em diversos mercados futuros. No ano o fundo apresentou retorno acumulado de +3,93%, contra retorno do CDI de +5,40%. Em 12 meses o fundo apresentou retorno acumulado de +7,26%, contra retorno do CDI de +8,66%. Desde o início (06/11/2018), acumula resultado de +34,63%, contra retorno do CDI de +20,92%.

Para este fundo, a maior contribuição negativa no ano é do modelo de alocação sistemática, que apresentou perdas principalmente nas posições de S&P500. O modelo de fatores em sua versão long-short acumula pequenos ganhos neste fundo. Já os demais modelos tiveram contribuição próxima zero para o fundo.

Entendemos que este fundo possui um posicionamento único no mercado brasileiro, uma vez que além do risco majoritário em ações, advindo do modelo de fatores em sua versão long-short, ele também possui exposição a diversos outros algoritmos e classes de ativos. Adicionalmente, sua tributação de renda variável favorece os investidores quando comparada com a tributação de parte dos fundos long-short da indústria. Neste universo restrito de pares, ao nosso ver o Kadima Long Short Plus FIA é uma excelente opção tanto para investidores pessoas físicas, como para alocadores profissionais. Acreditamos no potencial deste fundo em gerar bons resultados no longo prazo.


LONG BIAS

O Kadima Long Bias FIM é um fundo multimercado (que busca tributação de renda variável) e possui benchmark IPCA+X%13. Utilizando um conjunto de modelos quantitativos, este fundo busca exposições sistematicamente compradas na bolsa brasileira. O modelo de fatores numa versão long- bias é o principal responsável por gerar esta alocação de risco. Adicionalmente, ele também possui outros modelos aplicados em diversos mercados futuros.

No ano o fundo apresenta retorno acumulado de -5,45%, contra um benchmark (IPCA+yield IMAB) de +8,55%. Em 12 meses o fundo apresenta retorno acumulado de -8,04%, contra um benchmark de +17,56%. Desde o início (26/08/2019), acumula resultado de +35,19%, contra um benchmark de +35,89%.

As quedas do mercado acionário este ano levaram o modelo de fatores em sua versão long-bias a apresentar perdas acumuladas. Adicionalmente, o modelo de alocação sistemática também contribuiu negativamente, principalmente por conta de posições no S&P500. Do lado positivo, o trend following de longo prazo no dólar ajudou a amortizar as perdas do fundo.

Acreditamos que este seja um dos produtos mais interessantes àqueles investidores que desejam ter uma alocação sistemática às ações brasileiras, mas com um nível de risco significativamente inferior ao Ibovespa. A composição de modelos utilizada por este fundo é especialmente poderosa para mitigar as quedas do fundo em grandes crises.

Enxergamos o Kadima Long Bias FIM como um dos principais vetores de crescimento da Kadima para os próximos anos.


RENDA FIXA

O Kad IMAB FIC FIRF LP é um fundo de renda fixa com objetivo superar o IMA-B no longo prazo. Para tal, ele investe pelo menos 95% de seu patrimônio no Kad IMAB Master FIRF LP e vale-se de uma gestão ativa quantitativa, com modelos matemático-estatísticos semelhante.

No ano o fundo apresenta retorno de +2,17%, enquanto o benchmark (IMAB) apresenta +4,35%. Desde o início o fundo apresenta retorno de +0,24% enquanto o benchmark (IMAB) apresenta retorno de +3,38%. O fundo apresenta menos de 12 meses.

*O histórico completo de rentabilidades mensais de todos os fundos geridos pela Kadima podem ser encontrados em nosso site.

Kadima FIC FIM: Início do Fundo: 11 / 05 / 2007. PL Médio em 12 meses: R$ 45.361.726. Taxa de administração: 2%a.a. (máx. de 2%a.a.). Taxa de Performance: 20% do que exceder o CDI. Público Alvo: Investidores em Geral. Cota de Aplicação: D+0. cota de Resgate: D+0. Liquidação de Resgates: D+1.
Até o dia 6-dez-2013 a taxa de performance era de 25%.

Kadima II FIC FIM: Início do Fundo: 30 / 04 / 2008. PL Médio em 12 meses: R$ 560.993.994. Taxa de administração: 2%a.a. (máx. de 2%a.a.). Taxa de Performance: 20% do que exceder o CDI. Público Alvo: Investidores em Geral. Cota de Aplicação: D+0. cota de Resgate: D+10. Liquidação de Resgates: D+1 da Cotização.
Até o dia 6-dez-2013 a taxa de performance era de 25%.

Kadima High Vol FIM: Início do Fundo: 23 / 03 / 2012. PL Médio em 12 meses: R$ 1.342.418.448. Taxa de administração: 2%a.a. (máx. de 2%a.a.). Taxa de Performance: 20% do que exceder o CDI. Público Alvo: Investidores qualificados. Cota de Aplicação: D+0. cota de Resgate: D+10. Liquidação de Resgates: D+1 da Cotização.
Até o dia 6-mar-2013 a taxa de amd era de 0.75% e não havia taxa de performance.

Kadima Long Short Plus FIA: Início do Fundo: 06 / 11 / 2018. PL Médio em 12 meses: R$ 162.601.713. Taxa de administração: 2%a.a. (máx. de 2%a.a.). Taxa de Performance: 20% do que exceder o CDI. Público Alvo: Investidores qualificados. Cota de Aplicação: D+0. cota de Resgate: D+10. Liquidação de Resgates: D+1 da Cotização.

Kadima FIFE Previdência FIM: Início do Fundo: 28 / 09 / 2018. PL Médio em 12 meses: R$ 462.585.375. Taxa de administração: 1,20%a.a. (máx. de 1,20%a.a.). Taxa de Performance: não há. Público Alvo: Aplicações de recursos através de Planos PGBL e VGBL.

Kadima Long Short Previdência FIM: Início do Fundo: 15 / 05 / 2020. PL Médio em 12 meses: R$ 107.154.132. Taxa de administração: 1,00%a.a. (máx. de 1,00%a.a.). Taxa de Performance: 20% do que exceder o CDI+0,9%. Público Alvo: Aplicações de recursos através de Planos PGBL e VGBL.

Kadima LT FIM: Início do Fundo: 02 / 01 / 2019. PL Médio em 12 meses: R$ 37.653.548. Taxa de administração: 2%a.a. (máx. de 2%a.a.). Taxa de Performance: 20% do que exceder o CDI. Público Alvo: Investidor em Geral. Cota de Aplicação: D+0. Cota de Resgate: D+10. Liquidação de Resgates: D+1 da Cotização.

Kadima Long Bias FIM: Início do Fundo: 26 / 08 / 2019. PL Médio em 12 meses: R$ 42.960.027. Taxa de administração: 1.75%a.a. (máx. de 1.75%a.a.). Taxa de Performance: 20% sobre o que exceder o IPCA+X vide regulamento. Público Alvo: Investidor em Geral. Cota de Aplicação: D+0. Cota de Resgate: D+10. Liquidação de Resgates: D+1 da Cotização. Fundo com menos de 12 meses de histórico.

Kadima Equities FIC FIA: Início do Fundo: 17 / 12 / 2010. PL Médio em 12 meses: R$ 52.748.266. Taxa de administração: 1.35%a.a. (máx. de 1.35%a.a.). Taxa de Performance: 20% do que exceder o IBOVESPA. Público Alvo: Investidor em Geral. cota de Aplicação: D+0. Cota de Resgate: D+1. Liquidação de Resgates: D+2 da cotização.

Kadima Long Bias FIFE Previdência FIM: Início do Fundo: 20/07/2021. PL Médio em 12 meses: Fundo com menos de 12 meses. Taxa de administração: 1,05% (máx. de 1,05% a.a.). Taxa de performance: 20% do que exceder o IPCA+X+0,7%. Público Alvo: Aplicações de recursos através de planos PGBL e VGBL.

Kad IMAB FIC FIRF LP: Início do Fundo: 13/12/2021. PL Médio em 12 meses: Fundo com menos de 12 meses. Taxa de administração: 0,75% (máx. de 0,80%). Taxa de performance: 20% do que exceder o IMA-B. Público Alvo: Investidores em Geral.

Kad IMAB FIFE FIM: Início do Fundo: 13/12/2021. PL Médio em 12 meses: Fundo com menos de 12 meses. Taxa de administração: 0,48% (máx. de 0,48%). Taxa de performance: 20% do que exceder o IMA-B + 0,32%. Público Alvo: Aplicações de recursos através de planos PGBL e VGBL.


NOTAS


1- O alfa ao qual estamos nos referindo é o quanto o fundo rendeu acima ou abaixo do seu benchmark, expresso em log-retornos e não o alfa do modelo CAPM. Estamos usando log-retornos, e não retornos, pois ao somar log-retornos ao longo de um período temos o retorno de um período inteiro. E se supormos distribuição normal, temos que a soma de normais também é uma normal.

2- Taboga, Marco (2021). “Bayesian estimation of the parameters of the normal distribution”, Lectures on probability theory and mathematical statistics. Kindle Direct Publishing. Online appendix. https://www.statlect.com/fundamentals-of-statistics/normal-distribution-Bayesian-estimation.

3- O fundo Icatu Kadima FIE Prev FIC FIM compra pelo menos 95% de seu patrimônio em cotas do Kadima FIFE Previdência FIM.

4- O fundo Kadima Zurich FIE Prev FIC FIM compra pelo menos 95% de seu patrimônio em cotas do Kadima FIFE Previdência FIM.

5- O fundo Kadima XP Seg Prev FIFE FIM é um fundo espelho, seguindo a mesma estratégia.

6- O fundo Kadima XP Seg Prev FIE FIC FIM compra pelo menos 95% de seu patrimônio em cotas do Kadima XP Seg Prev FIFE FIM.

7- Kadima IVP I Multimercado FIC FI

8- O fundo Kadima Long Short Prev FIC FIM compra pelo menos 95% de seu patrimônio em cotas do Kadima Long Short Previdência FIM.

9- O fundo Kadima XP Seg Prev Long Short FIC FIM compra pelo menos 95% de seu patrimônio em cotas do Kadima Long Short Previdência FIM.

10- O fundo Kadima Long Bias XP Seg Prev FIC FIM compra pelo menos 95% de seu patrimônio em cotas deste fundo.

11- A estratégia está sendo distribuída na Brasilprev através de um veículo chamado Kadima Total Return, o qual também segue a estratégia long bias na previdência.

12- O fundo Kad IMAB XP Seg Prev FIC FIM compra pelo menos 95% de seu patrimônio em cotas deste fundo.

13- X é a média ponderada do yield dos títulos que compõem o IMA-B, calculado diariamente.


Esta carta é uma publicação cujo propósito é divulgar informações e dar transparência à gestão executada pela Kadima Asset Management. As informações contidas neste material são de caráter exclusivamente informativo, não devem ser consideradas uma oferta para aquisição de cotas de fundos de investimento e não constitui prospecto previsto na instrução CVM 555 ou no Código de Auto-Regulação da ANBIMA. Este Material Técnico contém resultados baseados em simulações históricas e os resultados reais poderiam ser significativamente diferentes. O investimento em Fundo não é garantido pelo Fundo Garantidor de Crédito”. Rentabilidade passada não representa garantia de rentabilidade futura. A rentabilidade divulgada não é líquida de impostos e de eventual taxa de saída. Para avaliação de um fundo de investimento, é recomendável a análise de, no mínimo, 12 (doze) meses. Leia o formulário de informações complementares, a lâmina de informações essenciais, se houver, e o regulamento antes de investir. Os termos “Master” e “Feeder” são comumente utilizados no meio financeiro para designar veículos de investimento que fazem parte de uma estrutura na qual vários fundos de cotas possam compartilhar de uma mesma estratégia. Os fundos de cotas são chamados “Feeders”, pois aplicam recursos financeiros no fundo receptor, este chamado fundo “Master”, no qual a estratégia é implementada. Administrador/ Distribuidor: BNY Mellon Serviços Financeiros DTVM S.A., CNPJ: 02.201.501/0001-61, situada à Av. Presidente Wilson, 231, 11º andar, Rio de Janeiro, RJ, CEP 20030-905. Telefone: (21) 3219-2998 Fax (21) 3974-4501 www.bnymellon.com.br/sf – SAC: sac@bnymellon.com.br ou (21) 3974-4600, (11) 3050-8010, 0800 725 3219 – Ouvidoria: ouvidoria@bnymellon.com.br ou 0800 7253219.